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Estado de SP prevê quase 60 novos pedágios, mas deputado quer evitar implantações

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 03/04/2025 às 19:49
São Paulo planeja 58 novos pedágios até 2030, mas deputado se opõe ao modelo free flow. Motoristas podem pagar mesmo sem sair da cidade!
São Paulo planeja 58 novos pedágios até 2030, mas deputado se opõe ao modelo free flow. Motoristas podem pagar mesmo sem sair da cidade!

O estado de São Paulo pretende instalar 58 novos pórticos de pedágio até 2030. O modelo free flow promete fluidez, mas pode afetar motoristas locais, que pagarão tarifas sem sair de suas cidades. Um deputado quer barrar a expansão.

O estado de São Paulo prevê a instalação de 58 pórticos de pedágio no sistema free flow até 2030, substituindo as tradicionais praças de cobrança para melhorar a fluidez do trânsito.

No entanto, a medida tem gerado críticas, incluindo a oposição do deputado estadual Caio França (PSB), que questiona a localização e a quantidade das novas cobranças.

Como funciona o pedágio free flow?

O sistema free flow utiliza sensores e câmeras para identificar e tarifar automaticamente os veículos que am pelos pórticos, eliminando as tradicionais praças de pedágio.

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Os valores variam de acordo com a distância percorrida, e motoristas frequentes ou que utilizam tags eletrônicas podem obter descontos.

Atualmente, apenas três pórticos desse tipo estão em operação no estado: dois sob responsabilidade da EcoNoroeste e um operado pela Tamoios.

O cronograma de instalação até 2030

A expansão do sistema prevê a instalação dos novos pórticos ao longo dos próximos anos. Veja a divisão entre as concessionárias:

  • EcoNoroeste: 8 pórticos;
  • Via SP Serra: 2 pórticos no trecho norte do Rodoanel Mário Covas;
  • Novo Litoral: 15 pórticos;
  • CCR Sorocabana: 23 pórticos;
  • Ecovias Raposo Castello: 7 pórticos.

Para 2025, a previsão é de instalação de oito novos pórticos, sendo um deles no trecho norte do Rodoanel Mário Covas, operado pela Via SP Serra, com conclusão prevista para setembro.

Os demais serão implantados pela concessionária Novo Litoral, abrangendo as regiões da Baixada Santista, Alto Tietê e Vale do Ribeira.

Críticas e preocupações sobre a medida

O deputado Caio França expressou preocupação com o impacto da distribuição dos novos pórticos.

Segundo ele, a colocação dos pedágios a cada 15 km pode afetar até mesmo quem circula dentro da própria cidade, como ocorre em Sorocaba.

Ele também destacou que nem todos os motoristas utilizam tags eletrônicas, o que pode dificultar a adesão ao novo modelo de cobrança.

“Se você ainda não tem, já procure instalar a sua”, alertou o parlamentar em suas redes sociais.

Outro ponto levantado por críticos do sistema é a falta de transparência na precificação e nas regras de pagamento.

Motoristas que am por diversos pórticos em curtos trajetos podem acabar pagando valores altos, sem clareza sobre os critérios utilizados.

A impossibilidade de pagar em dinheiro também tem sido um problema para aqueles que não possuem conta bancária ou o fácil a meios eletrônicos de pagamento.

Benefícios e desafios do free flow

Os defensores do modelo argumentam que a eliminação das praças de pedágio reduz congestionamentos e melhora a fluidez do trânsito, além de garantir uma cobrança mais justa, baseada na distância percorrida.

Outro ponto levantado é a segurança nas rodovias. Sem a necessidade de reduzir a velocidade ou parar para pagar o pedágio, o risco de acidentes nas imediações das praças é reduzido.

Por outro lado, motoristas que não possuem tags podem encontrar dificuldades para efetuar o pagamento e estar sujeitos a multas, caso não realizem a quitação dentro do prazo estabelecido.

O impacto econômico também é um fator de preocupação.

Embora o modelo prometa tarifas mais justas para quem percorre pequenos trechos, ainda não há estudos detalhados sobre como os valores finais afetarão os condutores, especialmente os que dependem das rodovias diariamente para trabalhar.

A discussão sobre a implantação do free flow continua, e o impacto para os motoristas paulistas ainda é incerto.

A pergunta que fica é: o novo sistema realmente beneficiará os condutores ou trará mais custos? Comente sua opinião abaixo!

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, agens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: [email protected]. Não aceitamos currículos!

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